Outrora vivendo um momento de bonança com o anúncio de investimentos bilionários na construção do Complexo Petroquímico da Petrobras, Itaboraí vive uma fase de desespero, desemprego e frustração.
Em 29 de junho de 2015, a Petrobrás assentou a pá de cal que faltava para interromper de vez o ciclo de crescimento de Itaboraí. Na reunião de apresentação do plano de negócios da empresa, entre 2015 a 2019, a Petrobrás rebaixou o Complexo Petroquímico para uma simples Refinaria.
O grande dilema é o que fazer centenas de prédios comerciais, hotéis, shoppings e outros empreendimentos erguidos para atender a demanda prevista com o polo da estatal.
Apesar do início da construção do Complexo Petroquímico do Estado do Rio de Janeiro (COMPERJ), Itaboraí com 225mil habitantes, hoje, ainda é um município rural, possuindo grande parte de seu território ocupado por propriedades rurais.
No setor hoteleiro, a crise é visível. O hotel Ibis Itaboraí, da rede Accor, completará dois anos em maio de 2015. A ocupação média de 2014 não passou de 42%, muito aquém da meta de 75%. E deve cair nos próximos meses.
O Shopping Itaboraí Plaza, em construção às margens da BR-101, mantém o clima de otimismo. Com 170 lojas, cinema, dois prédios comerciais e um hotel, espera que a população da cidade venha a suprir sua demanda.
Após o anúncio do Comperj, quando um imóvel de R$ 100 mil foi vendido por R$ 1 milhão, os preços caíram, e casas dessa categoria agora são comercializadas por R$ 400 mil.
Diversos empreendimentos da cidade também estão sofrendo com os distratos. Clientes estão desistindo da compra do momento da entrega e milhares de unidades estão retornando aos incorporadores.
Itaboraí é uma cidade em declínio. Antes a menina dos olhos de ouro do Estado do Rio de Janeiro, e hoje, um eldorado sem ouro.


