Depois do fechamento de quase 273 mil postos de trabalho com carteira assinada, segundo dados do Ministério do Trabalho, e da redução significativa nos lançamentos de novas unidades e na velocidade de vendas (VSO), o mercado imobiliário brasileiro parece ter se alinhado às circunstâncias econômicas do momento.
Fechados os números do 1ª trimestre de 2015, as 09 capitais acompanhadas de perto pela CBIC – Câmera Brasileira da Indústria da Construção – demonstram total coerência com a realidade atual da economia brasileira e local.
A correlação entre VSO e o volume de unidades novas lançadas é próxima de 100% agora em 2015. Em 2014, a redução do VSO explicou pouco menos de 1/3 do movimento de novos lançamentos, tendo sido Fortaleza e Belo Horizonte as únicas capitais a aumentar o volume de unidades lançadas, apesar da queda do VSO geral verificado.
Nessas duas capitais, em especial, a redução nos lançamentos em 2015 é expressiva (37% em Fortaleza e 52% em BH), com queda não menos grave do VSO, indicando que pode ter havido produção não desejável de estoques no período anterior.
Em São Paulo (-25%), Rio de Janeiro (-42%) e em Recife (-55%) também está havendo contração continuada no volume de novas unidades lançadas, sendo que no Rio de Janeiro ocorre a menor perda em VSO (-4%). Goiânia (+9%), Curitiba (+18%), Porto Alegre (+26%), e Maceió (+116%) são as capitais que apresentaram melhor perfomance em novos lançamentos em 2015. Somente em Goiânia houve melhora nas condições de venda com o VSO de 2015 superior em 8% ao ano anterior, o que estaria a indicar produção de estoques acima do que seria esperado.
Em termos gerais, diferentemente de 2014, o mercado imobiliário em 2015 está bem ajustado aos sinais do movimento de vendas e ao novo tamanho do mercado, e, portanto, de volta ao pleno exercício competitivo de sua atividade.
Não produzir estoques que possam em determinado momento forçar uma queda pontual e indesejável dos preços é fundamental para o melhor equilíbrio das forças que interferem na atividade.
Tudo indica que a contração média dos novos lançamentos em 2015 poderá alcançar padrão entre 15-20%, o que significa uma intensificação do movimento de 2014, mesmo que com uma queda bem menor do VSO – de apenas 8% este ano contra média de 30% em 2014.
Fonte – InfoMoney – Adaptado por Resumo Imobiliário.


