Já era previsto uma nova fase de restrições aos financiamentos residenciais cujos recursos são provenientes da caderneta de poupança.
Após o novo aumento da taxa SELIC para 14,25%, o mercado já corre para se adaptar à nova debandada de recursos da poupança. Com o aumento da taxa básica de juros, a caderneta continua com o título de pior aplicação do ano, e espera-se para o mês de agosto de 2015 a maior retirada de recursos aplicados na caderneta. Em consequência, os novos contratos de financiamento regidos pelo SFH (Sistema Financeiro de Habitação) ficam comprometidos, principalmente para instituições cujos percentuais de uso já alcançam o determinado pela resolução do Banco Central 3932 de 2010, como a Caixa, Banco do Brasil e Santander.
Antecipando-se às retiradas do mês corrente, a Caixa instituirá nova regra, a partir de 17 de agosto de 2015, que deixará de conceder novo crédito aos clientes que já possuam financiamento habitacional ativo contratado com recursos da poupança (Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo – SBPE).
A nova regra valerá tanto para a aquisição de imóveis novos e usados, ou seja o financiamento imobiliário ficará limitado a 1 contrato por cliente.
Desde o início do ano de 2015, a Caixa vem tomando medidas restritivas de financiamento: aumento de taxa de juros em 2 ocasiões e diminuição de percentual de financiamento de imóveis usados. Atualmente a Caixa se concentra no uso de recursos do FGTS, com destaque para o Minha Casa Minha Vida e FGTS Pró-Cotista.
Exclusivo: Medidas futuras da Caixa
A Caixa já estuda medidas restritivas para o financiamento de imóveis novos. De acordo com fontes internas, se a retirada de recursos da caderneta continuar nos próximos meses e a taxa SELIC mantiver viés de alta, é certo que a Caixa deverá reduzir também o percentual de financiamento de imóveis novos, ou venha a interromper por período indeterminado o financiamento de imóveis usados regidos pelo SFH.
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