A equipe econômica analisa a possibilidade de cobrar Imposto de Renda sobre os rendimentos das aplicações financeiras que hoje são isentas da tributação. Atualmente, quem investe em Letras de Crédito Agrícola (LCA) e Letras de Crédito Imobiliário (LCI) não paga Imposto de Renda, o que torna essas aplicações mais atrativas.
De acordo com fontes consultadas pelo Broadcast, serviço de notícias em tempo real da Agência Estado, a ideia é cobrar sobre os rendimentos de letras de crédito os mesmos 15% de imposto de outros investimentos de renda fixa, como CDB e títulos do Tesouro Nacional.
As aplicações em LCIs e LCAs cresceram muito nos últimos tempos, justamente por serem isentas de IR. O rendimento da LCI pode ultrapassar o do tradicional Certificado de Depósito Bancário (CDB), que é tributado pelo Fisco. Um CDB, com rendimento em torno de 100% do Certificado de Depósito Interbancário (CDI, taxa de juros de referência dos bancos), por exemplo, acaba equivalendo a uma LCI com rendimento na casa dos 85% do CDI.
O ministro da Fazenda, Joaquim Levy, fala, desde a sua posse, em “harmonizar os instrumentos de poupança”, ou seja, igualar a tributação das aplicações em renda fixa.
O governo quer evitar que o investidor faça escolhas entre aplicações para obter ganhos com a diferença de tributação, o que pode tirar a atratividade de um determinado investimento. A medida também ajudaria a reforçar o caixa do governo em momento de ajuste fiscal.
A alternativa, que poderia render R$ 14 bilhões aos cofres do governo, é defendida por vários integrantes da equipe econômica, incluindo a Receita Federal.
Fonte – InfoMoney – Adaptado por Resumo Imobiliário.

